DIÁLOGO (Caio Fernando Abreu) A- Você é meu companheiro. B- Hein? A- Você é meu companheiro, eu disse. B- O que? A- Eu disse que você é meu companheiro. B- O que é que você quer dizer com isso? A- Eu quero dizer que você é meu companheiro. Só isso. B- Tem alguma coisa atrás, eu sinto. A- Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico. B- Não é disso que eu estou falando. A- Você está falando de quê, então? B- Eu estou falando disso que você falou agora. A- Ah, sei. Que eu sou teu companheiro. B- Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro. A- Você também sente? B- O que? A- Que você é meu companheiro. B- Não me confunda. Tem alguma coisa atrás, eu sei. A- Atrás do companheiro? B- É. A- Não. B- Você não sente? A- Que você é meu companheiro? Sinto sim. Claro que eu sinto. Você não? B- Não. Não é isso. Não é assim. A- Você não quer que seja isso assim? B- Não é que eu não queira: é que não é. A- Não me confunda. Por favor, não me confunda. No começo era claro. B- Agora não? A- Agora sim. Você quer? B- O que? A- Ser meu companheiro? B- Ser teu companheiro? A- É. B- Companheiro? A- Sim. B- Eu não sei. Por favor, não me confunda. No começo era claro. Tem alguma coisa atrás, você não vê? A- Eu vejo. Eu quero. B- O que? A- Que você seja meu companheiro. B- Hein? A- Eu quero que você seja meu companheiro, eu disse. B- O que? A- Eu disse que eu quero que você seja meu companheiro. B- Você disse? A- Eu disse? B- Não. Não foi assim: eu disse. A- O que? B- Você é meu companheiro. A- Hein? (ad infinitum)
AuschwitzUma das várias coisas que me revoltam nas pessoas, é quando elas se acham superior as outras. Por isso, eu acho que o nazismo, além dos motivos óbvios, foi um dos piores momentos que a humanidade já passou. Eu sou fraca. Sempre que eu vejo... more
![]() ClarinhaCarol, aí está o vídeo da Clarinha.
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||
